Influência das meias com sola no desenvolvimento de uma criança com Down

Nesse blog, nós vamos ter uma super participação especial do Calebe e da sua mamãe, a Emiliana. O Calebe é um bebê incrível – como em geral são os bebês – e é portador da Síndrome de Down. Ele tem uma experiência muito bacana para contar sobre as nossas meias com sola. 

Mas primeiro, o que é a Síndrome de Down?

A Síndrome de Down é uma condição caracterizada pelo atraso global do desenvolvimento, ou seja, essas crianças têm o desenvolvimento cognitivo, sensório e motor mais lento do que uma criança típica. 

A síndrome também envolve características físicas bastante marcadas, comumente presentes: os portadores apresentam os olhos amendoados e são menores em tamanho; apresentam uma única prega na palma da mão, em vez de duas. Seus membros são mais curtos, o tônus muscular é mais fraco e a língua é maior do que o normal, muitas vezes ficando um pouco para fora.

É muito importante reforçar que a Síndrome de Down não é uma doença, e sim uma condição genética. Por isso não se deve falar de cura ou tratamento, mas podemos falar de intervenções tanto no campo cognitivo, social e motor para que as crianças adquiram as habilidades necessárias

Um pouco mais sobre o desenvolvimento motor

Bom, como já dito, a Síndrome de Down afeta o desenvolvimento do organismo como um todo, incluindo a parte motora. Uma característica da síndrome é a hipotonia muscular, a diminuição do tônus muscular, que envolve a redução da força muscular.

Geralmente, a hipotonia muscular é considerada uma das principais causadoras de alterações motoras nas crianças portadoras da Síndrome de Down. Isso porque ela tende a diminuir a exploração do ambiente e o desenvolvimento de habilidades motoras.

Por isso, as crianças com Síndrome de Down demoram mais para alcançar os marcos de desenvolvimento motor, como virar, sentar, engatinhar, etc. E é importante dizer que a criança se desenvolve como um todo, assim, uma dificuldade motora vai afetar diretamente todos os outros campos de desenvolvimento.

O (super fofo) caso de Calebe

Recentemente, a Emiliana nos procurou para contar a experiência do seu bebê, o Calebe. É claro que amamos todos os relatos dos nossos clientes, mas esse foi muito especial.

Calebe é um neném de um ano e sete meses, que está dando seus primeiros passos.

Devido a hipotonia muscular, os músculos e articulações do Calebe são muito “molinhos” e isso não é diferente nos seus pés. Por isso, e também por recomendação da fisioterapeuta, Emiliana procurou as meias com sola da Pimpolho.

As meias com sola são emborrachadas, dando mais firmeza no passo, e também oferecem a sustentação para o pé sem perder a flexibilidade. A sustentação oferecida pela meinha com sola é especialmente importante, mas ainda tem mais: As meias com sola também são uma solução para o problema “tamanho do pé vs fase de desenvolvimento motor”.
Como já dissemos, os pés das crianças com Síndrome de Down são menores em relação aos pés de uma criança típica da mesma idade. Isso quer dizer que o Calebe tem 1 ano e 7 meses, mas seus pés são do tamanho de um bebê típico de 9-10 meses (tamanho 18). Como os sapatinhos são desenhados para atender as necessidades de cada fase, os sapatinhos tamanho 18 não são os mais adequados para uma criança de quase dois anos começar a andar. Como a customização de sapatos é pouco acessível, as meinhas com sola são ideais para o caso.

Estimulação precoce e outras intervenções

Além da meia com sola, o Calebe também foi estimulado desde muito cedo pela mãe. “As pessoas com síndrome de Down apresentam algumas limitações. Assim, é fundamental que logo na infância esses indivíduos sejam estimulados de modo a vencerem essas limitações e para que seja possível descobrirem suas potencialidades”, diz a mãe Emiliana.

Uma das formas de estimular o Calebe, foi usar as meias bichinho da Pimpolho.

A meia de pelúcia ou meia bichinho chama a atenção e desperta a curiosidade da criança. Além das habilidades cognitivas e sensoriais estimuladas pelo personagem da meia, os bebês também se esticam e se esforçam para alcançar o bichinho, desenvolvendo também o aspecto motor.

Cada criança é única e, como a Emiliana disse, precisam descobrir suas potencialidades. Cabe aos pais e responsáveis, bem como todo a rede de apoio da criança, a estimular sempre com muito, muuuito carinho. E nós ficamos mais que felizes de participar dos primeiros e de muitos passos por vir do Calebe ❤

10 comentários em “Influência das meias com sola no desenvolvimento de uma criança com Down”

  1. Adorei a matéria, muito informativa. Tenho muito orgulho desse rapazinho, sou tia dele e vemos como ele se desenvolve rapidamente. Parabéns a Pimpolho pelas suas peças, meu filho quando bebê tinha várias meinhas e raramente usava sapatos nele, nem precisava!!!

    Responder
  2. Realmente o Calebe é um encanto! Mas ele não é “portador” da síndrome de Down, ele é um garoto com síndrome de Down, ou ele tem síndrome de Down. Ajude-nos a corrigir a nomenclatura, eliminando o termo portador. Parabéns pelo blog.

    Responder
  3. Só um comentário : a criança não é portadora de síndrome de down, portar significa , levar, conduzir, carregar consigo algo, portamos um documento, uma arma uma mochila…. Agora a síndrome de down não. Porta significa que podemos entregar para alguém, e a síndrome de down não se leva para alguém, então antes de fazer uma matéria de tanta sobre a síndrome de down usem a expressão a criança tem síndrome de down, e não a criança é portadora. Desde de já agradeço.

    Responder
  4. Acho incrivel que vocês, Pimpolho, façam esse trabalho de informação, ou seja, demonstram e provam os motivos pelos quais seus produtos são eficazes. O mundo Down ja provou que todos os que têm a Sindrome, podem desenvolver suas potencialidades. Temos Atores, Chef’s na gastronomia(conheço uma), músicos, bailarinos, enfim, como qualquer Ser, cada um no seu tempo. Ah! E o Caleb? Caleb é o amor da Tia Thelma.

    Responder

Deixe um comentário