Como escolher o padrinho ou a madrinha do pimpolho

Ser padrinho ou madrinha de um bebê vai muito além da questão religiosa. Ao ganhar um afilhado, recebemos a missão de amá-lo, inspirá-lo, participar de momentos significativos de sua caminhada e substituir seus pais em caso de necessidade. Por isso, neste 21 de maio, Dia Nacional do Afilhado, queremos lembrar aos papais e mamães a importância de escolher bem aqueles que serão uma referência de amor e confiança para o seu pimpolho.

Afilhado é para a vida toda, não apenas durante a infância. Por isso, a escolha dos dindos deve ser uma decisão bem amadurecida e, de preferência, tomada em conjunto. Os critérios variam de acordo com os valores e crenças do casal. Mas papais e mamães devem se lembrar que o eleito será um modelo para a criança.

Então, é importante que seja alguém em quem vocês confiam. Alguém que gostariam que fizesse parte da vida do filho de vocês. Alguém cuja conduta vocês aprovam e cujo exemplo fará bem ao desenvolvimento da cria. Alguém que vocês acreditam que desempenharia bem o papel de vocês numa eventual necessidade.

Presente é ótimo, presença é melhor ainda

Padrinho e madrinha não precisam ser um casal. Eles podem inclusive ter atuações independentes. Ambos devem, no entanto, ter um vínculo afetivo com os pais e estar dispostos a estreitar laços por conta do afilhado.

Se forem integrantes do círculo familiar, ótimo, embora não seja uma obrigação escolher apenas parentes. O que importa é que o padrinho e a madrinha sejam pessoas que dificilmente sairão da vida do afilhado por qualquer motivo. Amigos próximos com quem vocês têm um relacionamento harmonioso e longevo e com quem sabem que podem contar também são excelentes candidatos ao posto.

Na hora de escolher os padrinhos e madrinhas do seu filho, também é válido levar em conta se eles terão disponibilidade – de tempo e de coração – para conviver com os afilhados nas diferentes fases da vida.

Afinal, assim como os pais, padrinhos e madrinhas devem aconselhar, acolher e dar bons exemplos ao seus afilhados ao longo dos anos e dos acontecimentos. 

Inspiração, conselhos e referências

Antigamente, entre os séculos 18 e 19, expectativa de vida da população mundial era muito baixa. Assim, os padrinhos eram vistos exclusivamente como aqueles que iriam cuidar das crianças no caso da morte precoce dos pais.

Por causa disso, o principal critério de escolha era financeiro. Deveria ser alguém que tivesse recursos suficientes para cuidar do afilhado se os pais viessem a faltar.

Com a popularização dos contos de fadas, a fada-madrinha caiu no gosto das crianças como uma espécie de figura mágica. Seu trabalho: proteger os pimpolhos e atender seus desejos. Entre os contos mais conhecidos pela presença de uma fada-madrinha estão a clássicas história de Cinderela. Além da personagem nascida no livro do escritor francês Charles Perrault, de 1697, outro conto famoso é A Bela Adormecida, dos irmãos Grimm, publicado originalmente em 1812.

Aliás, o cinema e a TV ajudaram muito a popularizar a figura da fada-madrinha dos livros. No filme Cinderela, de 1950, por exemplo, a fada-madrinha é uma senhora que transforma uma abóbora em carruagem e ratinhos em cavalos. Tudo para satisfazer os desejos da afilhada. Em A Bela Adormecida, de 1959, temos a presença de três fadas-madrinhas que abençoam a princesa Aurora com seus presentes mágicos.

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Mais moderna, o desenho animado Os Padrinhos Mágicos apresenta as aventuras das fadas-madrinhas do garoto Timmy Turner. Na série, exibida pela primeira vez no Brasil em 2002, as fadas-madrinhas servem para acudir crianças tristes por algum motivo. Elas concedem aos pequenos qualquer coisa que desejarem.

Vínculo com o pimpolho

O tempo passou, as coisas mudaram. Hoje, o principal critério para nomear os padrinhos de uma criança, independentemente da religião, é a disponibilidade dos escolhidos em acompanhar de perto o crescimento e colaborar para o desenvolvimento da criança.

Muitas famílias preferem não batizar o filho por questões religiosas e escolhem um padrinho e uma madrinha de coração. Desta forma, não passam por nenhuma cerimônia como o batismo dos católicos, luteranos e judeus, por exemplo. O importante mesmo é estabelecer esse vínculo com uma pessoa muito querida e presente.

A ideia é que a dinda e o dindo de fato participem da vida do afilhado. Não estamos falando apenas de presentes ou mensagens de WhatsApp na data dos aniversários. Falamos de exemplos, inspiração, conselhos e referências. Existem muitas atividades deliciosas para padrinhos e madrinhas curtirem com seus afilhados.

Falamos sobre uma delas recentemente, uma atividade sem contraindicações, mesmo em tempos de isolamento por causa do coronavírus: criar uma hortinha caseira. Um hábito simples e cheio de saúde que tem tudo para divertir os pequenos, estimular a alimentação saudável e propiciar deliciosos momentos mesmo para quem não tem um quintal espaçoso. Temperinhos como hortelã, salsinha e cebolinha, alecrim e manjericão pegam super bem em lugares pequenos, viu? Alface, couve e brócolis também são boas pedidas. 

Se quiser saber mais, dê uma olhada aqui.

Memórias e laços

Madrinhas e padrinhos devem estar dispostos a alimentar momentos especiais com seus afilhados. Mesmo na correria do dia a dia, com tantas coisas para administrar e tantos compromissos para dar conta, o ideal é que os escolhidos pelos pais para ajudar a guiar seus filhos tenham contato frequente com os pequenos, de modo a criar memórias e laços.

Quem tem padrinhos e madrinhas presentes sabe como é uma delícia passar o dia com eles, aproveitando as regalias que só um afilhado tem e reforçando os elos de amor e amizade.

Muitas madrinhas, inclusive, fazem parte dos grupos de apoio das mamães modernas. O conceito é relativamente novo, mas tem ajudado muitas mulheres a se reconectarem com elas mesmas durante os primeiros anos da maternidade. Familiares, amigas e outras mães podem formar uma rede de apoio baseada na solidariedade entre mulheres.

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Afinal, alguém muito próximo ou que esteja passando pela mesma situação que você, certamente vai ter empatia e poderá apoiá-la. Falamos sobre isso aqui, no nosso post em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Se quiser saber mais sobre as redes de apoio, indicamos também este conteúdo aqui.

Os padrinhos e madrinhas também devem ser pessoas que as crianças respeitem e escutem. Eles devem se tornar aliados dos pais em momentos difíceis, como, por exemplo, quando surgem as tensões típicas da adolescência.

Inclusive é bom destacar que ser madrinha e padrinho não significa fazer todos os gostos do afilhado. Significa que vocês devem respeitar a forma como os pais escolheram educar seus filhos e estabelecer com seu afilhado um diálogo franco também sobre os limites que são necessários na educação de toda criança.

Pode mimar um pouco? Claro! Só não pode estragar, hein?!

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