O verão está chegando e muitos papais e mamães tem dúvidas sobre qual filtro usar para proteger as crianças do sol

Dias de calor e luminosidade nos convidam para um bom passeio à beira-mar. E a partir disso surge uma grande dúvida: qual o melhor protetor solar para usar nos pequenos?  Seriam todos iguais? Pode usar o de adulto? A partir de qual idade o uso é assegurado? Spray ou creme?

Diante da prateleira, existe uma infinidade de opções. Hoje quero orientar as diferenças para que, junto do seu pediatra, possa fazer a escolha mais adequada.

Primeiramente, precisamos saber que existem diferenças nos filtros destinados a adultos e as crianças. O primeiro usa substâncias químicas para criar a barreira e por isso pode provocar algumas reações, já que estas penetram pela pele.

A formulação infantil tem filtro diferente (mais conhecido como bloqueador), que atua como uma barreira física, refletindo eficientemente os raios UV.

Filtro solar: quando começar a utilizar?

Por conter pequenas partículas como dióxido de titânio, óxido de zinco e outros minerais percebemos certa dificuldade no momento de espalhar e retirar o bloqueador, deixando a criança “pintada de branco”. Entre 6 meses e 2 anos a recomendação é de filtros “baby” ou “mineral”.

A partir dos 2 anos são recomendados os filtros “kids”, “infantil” ou “criança”, que levam na composição uma mistura de filtros físicos e químicos.

Devido a sensibilidade e delicadeza da pele do bebê menor de 6 meses, não há protetor indicado até esta faixa etária. Fica por conta dos adultos evitar a exposição solar direta, fazendo o uso de roupas leves e frescas, como as de algodão orgânico.

Situação necessária e diferente é o banho de sol, realizado em curtos períodos de exposição solar no início da manhã e/ou ao entardecer, no melhor horário: quando sentimos que o sol brilha, mas não incomoda.

Qual o protetor solar correto?

No cuidado com as crianças é preferível que se use os protetores hipoalergênicos, “livre de lágrimas” e resistentes à água.  Dessa maneira, os protetores em creme eliminam o risco da criança inalar o produto. Eles permitem ainda o controle da quantidade usada, para que nenhuma parte fique com proteção deficiente. Considera-se adequado o filtro com FPS superior a 30.

É ideal, portanto, que se faça o teste de contato antes de aplicar o produto no corpo todo da criança.  Dias antes da exposição, no entanto, aplique o produto em pequena área de dentro do braço e observe possíveis reações.

No dia da praia, antes de sair de casa, faça o ritual da aplicação, garantindo uma boa quantidade e uniformidade.

Assim, atente-se para áreas sensíveis como as orelhas, pescoço, dobrinhas e dorso dos pés. O uso de chapéu e camiseta fresca complementa o look e ajuda na proteção.

Chinelinhos protegem de queimaduras na sola dos pés.  Mesmo que as nuvens indiquem que “não deu praia” todo esse ritual ainda é necessário.

Muita hidratação e boas ondas!

Dra Maria Leticia Mello é Pediatra, com residência em Terapia Intensiva Pediátrica. Atua em UTI e no Hospital Santa Rita de Cassia, onde integra equipe com cuidados humanizados no parto e no nascimento. Atualmente cursa especialização em cuidados paliativos. É mãe da Luisa e do Thiago.

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