Síndrome de Down: por que ensinar seu pimpolho a ter empatia

Na entrega do Oscar deste ano, o ator Zack Gottsagen emocionou o público como o primeiro apresentador da maior festa do cinema mundial com síndrome de Down. Desde criança, Gottsagen foi incentivado pelos seus pais a tentar realizar o sonho de ser ator. Apesar das dificuldades, ele não desistiu.

E sabe por que resolvemos falar disso aqui no blog Carinho a Cada Passo? Porque acreditamos que, num mundo com tanta intolerância, entender as necessidades dos outros, ter empatia e respeitar as diferenças são ótimos valores para ensinarmos aos nossos pimpolhos.

Além disso, o dia 21 de março é o Dia Internacional de Síndrome de Down. O tema deste ano é Nós Decidimos! O principal objetivo é garantir que todas as pessoas com síndrome de Down possam participar plenamente da tomada de decisões sobre assuntos relacionados ao seu dia a dia ou que afetem suas vidas.

Vale lembrar que Down não é uma doença, mas uma falha genética na divisão celular do óvulo, que resulta em um par a mais no cromossomo 21. A chamada trissomia afeta cerca de 270 mil brasileiros – 1 em cada 700 nascimentos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mundo, a incidência estimada é de 1 em 1 mil nascidos vivos. A cada ano, cerca de 3 a 5 mil crianças nascem com síndrome de Down.

Evento

Realizado pela Associação Internacional da Síndrome de Down em mais de 150 países, o Dia Internacional de Síndrome de Down quer envolver as pessoas com Down em qualquer ação que diga respeito a elas e também conscientizar a população sobre a inclusão. 

Cada um de nós também pode fazer uma pequena parte. Afinal, embora seja um transtorno relativamente comum, a síndrome de Down ainda envolve muitos mitos. O primeiro passo rumo à inclusão é lembrar que os pequenos que têm a síndrome podem e devem fazer as mesmas atividades desenvolvidas pelas outras crianças.

Inclusive, quando orientadas e estimuladas do jeito certo, pessoas com Down podem alcançar o máximo de seu potencial, estudar, namorar, ter uma profissão, realizar sonhos (lembram do ator que mencionamos no início do texto?!) e formar uma família.

Para incluí-las é preciso deixar de lado os mitos e medos, tratando-as como a qualquer outro ser humano, com oportunidades e amor. Com isso, respeitamos o direito que elas têm a uma vida plena, sem discriminação.

Saiba mais sobre a síndrome de Down

A síndrome de Down é uma alteração genética descrita pela primeira vez em 1866, por John Langdon Down. Em 1958, o francês Jérôme Lejeune e a inglesa Pat Jacobs descobriram a origem cromossômica da síndrome, que passou a ser considerada uma síndrome genética. Desde então, muito se estudou e se descobriu sobre ela, melhorando a qualidade de vida e a longevidade das pessoas com síndrome de Down. 

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Contamos aqui a história de um bebê super fofo, o Caleb, que sentiu na prática como as meias com sola ajudam no desenvolvimento de uma criança com Down

Dois pontos são muito importantes: 

1) Não se trata de uma doença, mas de uma síndrome genética que pode condicionar ou favorecer a presença de quadros patológicos.

2) Entre as pessoas com deficiência existe grande variabilidade, mas nunca se deve falar em graus. Existe variação de alguns indivíduos em relação a outros, assim como acontece na população geral. Lejeune costumava dizer que o cromossomo a mais era como o músico que desafina na orquestra, quanto melhor a orquestra, mais será possível aprimorar o resultado final.

A síndrome de Down é gerada pela presença de uma terceira cópia do cromossomo 21 em todas as células do organismo, chamada trissomia. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.


É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la. Não é culpa de ninguém. 


As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançar com crescentes níveis de realização e autonomia. 


Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade.

Fonte: Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down

Conhece a história do Caleb? 

Calebe é um bebê super fofo de dois anos e quatro meses. Ele nasceu com Síndrome de Down. Há pouco mais de um ano, a mamãe Emiliana emocionou todo mundo aqui na Pimpolho ao procurar a gente para contar a experiência do seu bebê com as nossas meias com sola.

Uma característica da síndrome de Down é a hipotonia muscular, a diminuição do tônus muscular, que envolve a redução da força muscular. Geralmente, a hipotonia muscular é considerada uma das principais causadoras de alterações motoras nas crianças com Down, pois ela tende a diminuir a exploração do ambiente e, consequentemente, o desenvolvimento de habilidades motoras.

Na época que a Emiliana entrou em contato com a gente, o Calebe estava dando seus primeiros passos e começou a usar as meias com sola da Pimpolho. Elas são emborrachadas, dão mais firmeza no passo e também mais sustentação para o pé, mantendo a flexibilidade. 

As meias com sola também são uma ótima solução para o problema “tamanho do pé vs fase de desenvolvimento motor”. Como os pés das crianças com Síndrome de Down são menores do que costumam ser os pés de uma criança da mesma idade e a customização de sapatos é pouco acessível, as meinhas caíram como uma luva.

Gostou? Conheça nossa linda coleção de meias com sola aqui!

“É geral a convicção de que a profunda e decisiva ação na criança e na formação de um indivíduo com síndrome de Down depende, em primeiro lugar da família. Os demais envolvidos – especialistas, profissionais, instituições privadas ou públicas – são uma forma de apoiar, orientar e completar a família, nunca de substituí-la. Por isso, se ela não funciona bem, o resultado será sempre aquém do que poderia ter sido. A meu ver são quatro os pilares fundamentais que consolidam a ação de apoio que uma instituição deve prestar à família. O primeiro, cuidar do ambiente que a rodeia com calidez, sensibilidade, proximidade, singularidade e interesse; o segundo, auxiliar da melhor forma possível para que a criança cresça segura, e para isso é indispensável contribuir com informação, conhecimento e formação propriamente dita; o terceiro pilar é exercitar uma ação individualizada, porque o indivíduo com síndrome de Down e sua família têm nome e sobrenome; e o quarto, considerar que a ação se dá a longo prazo, uma vez que a síndrome de Down se caracteriza por sua permanência do nascimento até a morte.” 

Jesús Florez, professor de farmacologia, assessor científico e diretor da Fundação Síndrome de Down de Cantábria, na Espanha

2 comentários em “Síndrome de Down: por que ensinar seu pimpolho a ter empatia”

  1. Que legal a história do Caleb. ,
    Eu Também uso bastante na minha filha Olívia, meias com solado, primeiro que ela nasceu prematura e teve muitas dificuldades para andar, fez por um ano e meio fisioterapia, ela é autista. E hoje agora da minha.

    Sou fã da Pimpolho.

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