10 dicas de literatura infantil para encantar o seu pimpolho

Ler é hábito. E é daquele tipo de hábito que, quanto mais a gente pratica, mais quer praticar. Por isso, resolvemos aproveitar a passagem do Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de abril, para compartilhar com vocês 10 dicas de literatura infantil brasileira, que vão divertir os pimpolhos e ensinar lições preciosas de amizade, empatia e união.

Também aproveitamos o Dia Nacional do Livro Infantil para bater um papo com a Sandra Bertollo, uma professora da rede municipal de Marechal Floriano, na região serrana do Espírito Santo, escolhida como a melhor autora brasileira de 2019, numa votação realizada na internet pela Editora Hibis, de São Paulo. 

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Sandra é autora do livro infantil Fiona, a Formiga Sapeca, aventura vivida por uma formiguinha e suas amigas, que enfrentam o Tamanduá Tatá para salvar outra formiga.

Formiga sapeca

A escritora capixaba começou a escrever aos 15 anos, mas só publicou seu primeiro livro aos 40. Fiona, a Formiga Sapeca pode ser adquirido pela internet, na loja virtual da Amazon.

Então, vamos às dicas de literatura infantil. Logo em seguida, não deixe de ler também a conversa que tivemos com Sandra Bertollo.

1. Bisa Bia, Bisa Bel (1981), de Ana Maria Machado

O livro de Ana Maria Machado é uma homenagem à memória e ensina a criança a valorizar sua família e os que vieram antes delas. A personagem principal é uma menininha que, durante uma das arrumações da mãe em casa, encontra um retrato da Bisa Bia ainda criança. A menina, que não havia conhecido a bisavó, fica encantada com a imagem e resolve ficar com ela, transformando a fotografia numa companhia para todos os momentos.

2. O Menino Maluquinho (1980), de Ziraldo

Quase todo mundo conhece aquela imagem do menino travesso, criativo e cheio de energia, com a panela na cabeça, né? Ele é O Menino Maluquinho do livro escrito e ilustrado por Ziraldo. No livro, conhecemos as aventuras de um garoto de 10 anos dotado de uma imaginação imaginação, destemido e curioso, que não consegue ficar parado e tem sede em investigar o mundo ao seu redor e em descobrir coisas novas. Um clássico da literatura infantil.

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3. E Agora, Papagaio? (2017), de Gilles Eduar

Indicado para crianças a partir de 3 anos, o livro apresenta os números de forma lúdica e divertida para seu pimpolho. Na história, um papagaio voando lá do alto é capaz de ver números em diferentes cenários, convidando os pequenos leitores a contar com ele, enquanto novos elementos vão aparecendo nas ilustrações.

4. Pedro e Lua (2004), de Odilon Moraes

Pedro e Lua é uma obra sensível que ensina crianças e adultos a lançarem um olhar diferente para o mundo. A história é fofa: Lua mora longe e Pedro a observa fascinado pelo seu mistério. O menino fica ainda mais encantado quando descobre que ele e Lua têm algo em comum: ela  é feita de pedra, e o nome de Pedro significa “feito de pedra”. 

5. Marcelo, Marmelo, Martelo (1976), de Ruth Rocha

Este é um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira. Assim como toda criança curiosa, Marcelo faz uma série de perguntas aos pais. Inconformado com algumas respostas e com o nome de certos objetos ao seu redor, Marcelo decide dar novos nomes para as coisas, divertindo as crianças e deixando os adultos numa deliciosa nostalgia!

6. Amoras (2019), de Emicida

Em seu primeiro trabalho de literatura infantil, o músico Emicida conta uma história cheia de simplicidade e poesia e dá uma singela contribuição no diálogo sobre igualdade racial. O ponto de partida é a música “Amoras”, em que ele canta: “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. 

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7. Uma Ideia Toda Azul (1979), de Marina Colasanti

Uma Ideia Toda Azul reúne 10 pequenas histórias encenadas em universos paralelos (castelos, reinos distantes e bosques encantados), com ilustrações feitas pela própria escritora. Os personagens são gnomos, fadas, reis, unicórnios… e nos levam por um universo mágico capaz de estimular os pimpolhos a viajar e a sonhar. 

8. A Pequena Marionete (2009), de Gabrielle Vincent 

Empregando apenas lápis, papel e muita imaginação, a artista Gabrielle Vincent conta, em imagens, a história de um menino, uma boneca de pano e um velho homem de teatro, um titeriteiro que encena seu espetáculo em um teatrinho de rua. De intensa poesia, A pequena Marionete conquista leitores de todas as idades!

9. Coisas que eu Queria Ser (2020), de Arthur Nestrovski 

Sabe aquela perguntinha famosa “O que você quer ser quando crescer”? No livro de Arthur Nestrovski, a resposta não passa por profissões como professor, médico, bailarino e astronauta. O que ele nos mostra, de forma muito divertida, é como seria se pudéssemos ser objetos como um lápis, um relógio, uma meia, um guarda-chuva ou uma lâmpada!

10. Pra brincar (2016), poemas de Manuel Bandeira ilustrados por Claudia Scatamacchia

Doze poemas ilustrados nos convidam a conhecer a poesia por meio das brincadeiras com as palavras. Famoso por captar os aspectos mais simples do cotidiano, Manuel Bandeira ajuda a despertar a sensibilidade e a musicalidade nas crianças, em trechos conhecidos como os do poema Trem de Ferro: 

Café com pão

Café com pão

Café com pão

Virgem Maria que foi isto maquinista? 

Agora sim 

Café com pão

Agora sim

Café com pão.

Entrevista da escritora Sandra Bertollo

Blog Carinho a Cada Passo: 

Você começou a escrever aos 15 anos e publicou o primeiro livro aos 40. Como foi isso? 

Sandra Bertollo: 

Exatamente! Comecei a escrever aos 15 anos de idade, mas não tive a oportunidade de publicar um livro naquela época. Todos nós sabemos que ser autor nesse país é muito complicado. Não foi fácil publicar meu primeiro livro. Tive de usar recursos próprios. O segundo não foi diferente. Agora, graças a Deus, consegui uma editora para lançar Fiona, a Formiga Sapeca.

Blog Carinho a Cada Passo: 

Qual o sentimento de receber o prêmio de melhor autora de 2019 na votação promovida na internet pela Editora Hibis?

Sandra Bertollo: 

Sinceramente, fiquei muito surpresa em ser o primeiro lugar com Fiona, a Formiga Sapeca. O livro é uma fábula maravilhosa que encanta todas as crianças que lêem. Tenho depoimentos de pais e avós que me falam que tiveram de ler o livro 20 vezes para seus filhos e netos! Não tenho nem como mensurar. 

Quando soube do prêmio, não acreditei. Chorei copiosamente. Não é possível aquela menina do interior do Espírito Santo que sonhava em publicar um livro ser eleita a melhor escritora! Se estabelecer como escritor nesse país não é fácil e, hoje, vejo que Fiona, a Formiga Sapeca atravessou fronteiras, está nos Estados Unidos e em cinco países da europa. Aquela menina simples de Marechal Floriano agora está sendo ouvida no mundo. Isso é muito gratificante!

Blog Carinho a Cada Passo: 

Como professora e autora de livros infantis, o que você diria para os pais que querem criar o hábito de leitura nos seus filhos?

Sandra Bertollo: 

São poucos os pais que incentivam os seus filhos a ler. Hoje todos trabalham muito, pois precisamos matar um leão por dia para sobreviver. Família e escola precisam caminhar juntas nesse processo de incentivar as crianças a gostarem da leitura. Desde o útero da mamãe, ela deve contar histórias para o seu bebê. Estamos alfabetizando uma criança desde o nosso ventre. Quando você canta uma musiquinha ou conta uma historinha, os bebês prestam atenção. Assim, os pais devem ler para seus filhos, estimular a leitura todas as noites antes de dormir.

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