Como estimular o bebê de 1 a 12 meses

Hoje, sabemos que alguns dos estímulos mais efetivos para o desenvolvimento do bebê de 1 a 12 meses são as atividades lúdicas, não é mesmo? No entanto, vale salientar que é de extrema importância identificar quais são as estimulações ideais para cada idade fase de desenvolvimento, para que todo esse processo seja ainda mais proveitoso para o pequeno.

Logo abaixo, vamos te ajudar a conhecer quais são os recursos que você pode utilizar em cada fase do bebê. Lembrando que essas informações não substituem o acompanhamento médico. Dito isso, preparada? Continue a leitura e saiba mais.

Primeira fase de vida

Para estimular um bebê de 1 a 3 meses é preciso levar em consideração que ele ainda está se comunicando a partir de reflexos movidos pelo instinto. Isso significa que ele reage às propostas que fazemos, como fechar as mãos quando encostamos em algum objeto, olhar para locais ou objetos que fazem barulho, brilham ou emitem luzes.

Com o passar dos meses, esses reflexos começam a se transformar nas primeiras intenções mais ricas, reações com risos, tentativas de sustentar melhor a cabeça, entre outras. Quer saber mais? Leia os próximos tópicos, os quais dividimos especialmente entre os primeiros 30 dias, segundo e terceiro mês.

Primeiros 30 dias

No primeiro mês de vida, os pais podem instigar atividades relacionadas à visão através da movimentação de objetos que tenham cores mais chamativas a uma distância de até 30 cm dos olhos do bebê.

Além disso, é válido tocar músicas calmas, contribuindo para que o bebê aprenda a interagir com o ambiente ao seu redor.

Paralelamente ao aspecto físico, nesta fase o pequeno também precisa contar com o apoio psicoemocional dos pais, através de contatos visuais prolongados, abraços, carinhos, muita conversa em momentos específicos como o banho ou na troca de fraldas, além das massagens para ajudar os pequenos a dormirem melhor.

Segundo mês de vida

Após os primeiros 30 dias do nascimento, o maior objetivo dos pais deve ser o de promover posições que contribuam para que o bebê consiga firmar melhor o pescoço e os bracinhos. Você pode utilizar brinquedos coloridos para chamar atenção, os posicionando ao lado dele, favorecendo a lateralidade.

Ressaltamos a importância da rotina ao longo destes primeiros períodos, que envolve os momentos de amamentação, de sono, de interação, conversas e de aconchego. Então, você está gostando de ler até aqui? Aproveite para descobrir muito mais nos próximos tópicos!

Terceiro mês de vida

Bom, nessa fase, continuamos a tentar melhorar aspectos motores do bebê, ampliando os estímulos para as mãos, de forma que ele se esforce para pegar objetos. Pode apostar em objetos produzidos com materiais em diferentes texturas, pois isso aguça sua curiosidade.

Continue com aqueles períodos de carinho que são tão importantes, combinado? Observando sempre a luminosidade dos ambientes onde a criança está, principalmente enquanto você o prepara para o soninho.

A interação ao redor começa a se estabelecer de forma mais forte, e já é possível observar as primeiras tentativas do bebê em relação ao movimento de sentar e tentar se equilibrar. Ele começa a perceber que possui o seu próprio corpo, por isso notamos que muitos bebês passam momentos olhando para suas mãozinhas e pés.

Enfim você conheceu algumas dicas de como estimular a criança nos seus 3 primeiros meses de vida! Leia mais e saiba quais são os estímulos mais adequados daqui para a frente.

Quarto e quinto mês

Nesta fase, é importante proceder com as tentativas de deixar o bebê se sentar, apoiando seus bracinhos e puxando para frente, em uma superfície que seja mais firme e confortável. Neste caso, mantenha-se um pouco mais longe, favorecendo que ele projete seu corpo para frente, aprimorando o equilíbrio.

Você também pode contar histórias e cantar musiquinhas infantis para o pimpolho, ou mesmo ir narrando durante atividades como troca de fraldas, banho e na hora de comer. Legal, não é mesmo? Uma dica importante para os pais é identificar os reflexos através de caretas, fazendo com que eles tentem imitar o que está sendo feito.

Sexto, sétimo e oitavo mês

Chegamos àquela fase que os pais tanto sonham: o bebê interagindo mais por meio de sons e movimentos e menos choros.

Aqui a criança começa a ser mais independente, querendo pegar para si os objetos, e isso faz com que ela seja bastante curiosa sobre tudo. Aproveite para intensificar as brincadeiras mais sonoras e lúdicas. Uma boa dica de atividade para ajudar com isso é o empilhamento de potes plásticos com tamanhos e cores diferentes, estimulando os seus movimentos.

Mas, atenção, pois agora os cuidados devem ser redobrados!

Utilize colchonetes ou pisos emborrachados para que a criança não se machuque. A ideia é que ela passe mais tempo no chão para dar os primeiros passos e desenvolver habilidades.

Ah! Nós temos uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria muito importante para os papais: não utilize andadores. É muito importante que a criança se desenvolva por si só, e não com ajuda externa. Sua dificuldade inicial deve ser considerada normal, e devemos respeitar o seu tempo de aprendizado, sem prejudicar as noções espaciais da criança.

Nono mês

Chegou outro momento muito desejado pelos pais de primeira viagem: o bebê pode começar a andar! Embora possa haver algumas tentativas frustradas, o bebê aqui já consegue se levantar apoiando-se nos móveis. Chega a ser emocionante! Permita que ela faça isso em condições seguras e respeite o seu ritmo.

Agora você já pode evoluir nas atividades com bolas, potes e tampas. Muitos bebês engatinham antes de caminhar ou se arrastar. Vale a pena usar objetos de obstáculos, como almofadas e travesseiros, promovendo mais desafios e o fortalecimento dos seus braços, pernas e tronco.

Invista em contar histórias com fantoches, cantar e fazer imitações, além de atividades relacionadas ao desenvolvimento da sua autonomia e aprimoramento da musculatura. Por isso, acene, mande beijo, ensine o movimento de pinçar objetos, se certificando de que não haja entre eles nenhum que possa ser engolido. Esteja sempre por perto!

Décimo mês ao 1º ano

Nesta fase, as crianças já possuem maior autonomia relacionada à coordenação, então, aproveite para proporcionar, por exemplo, uma colher para que ele se alimente sozinho. Itens como areia, giz de cera e lápis de cor mais grossos podem ser ótimas formas de desenvolvê-los.

Permita que seu filho passe mais tempo descalço, sentindo a temperatura do chão e do terreno, isso pode contribuir para que ele diminua sua ansiedade.

Aqui, a palavra de ordem é “equilíbrio corporal” e seu aprimoramento. Então, tenha paciência com todo este processo e proporcione sensações de segurança, mesmo diante de possíveis tombos.

Papais e mamães de plantão, em qual dessas fases o seu filho está? O que ele já conseguiu fazer sozinho que te deixou encantado? Deixe aqui nos comentários!

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